Deus quer exatidão e simplicidade no Seu relacionamento com o Seu filho-servo.

     A causa para se estar nesta sintonia é viver na percepção e no enlaçamento com o coração do Pai. Ele aguarda, pela viração do dia, todos os dias o Seu filho na janela; à porta da graça anseia por sentir a fragrância da sua decisão de arrependimento e de entrega em renúncia.

    O lugar de martírio do Seu servo está já posto no Altar de cobre. É necessário compreendermos as palavras de Pedro: “Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, pois sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (I Pedro 4.14). Aquilo que repousa está direcionado a permanecer, pois houve o alívio, o descanso; e neste estado não há abalo. Pedro não restringe, mas alega que a felicidade vital pelo nome de Cristo, que é acima de todo nome mortal existente na terra, está no vitupério que se suporta; que se carrega, se sofre, se angustia para com Ele estar; e o resultado é a operação do Espírito de glória e do descanso de Deus sobre o que trabalha.

     O descanso de Deus está sobre aquele que vive na Sua angústia. Angústia que deve nos aprisionar a Ele. Esta angústia para o contato com o Criador, o alcance, a oportunidade de ter contato com Deus foi dada à luz quando “Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu” (Gênises 3.21). Veja a revelação: Deus, Todo-Poderoso, com Sua beleza resplandecente em santidade, exige de nós, para que assim possamos vê-Lo, conhecê-Lo, que estejamos em Sua presença “(…) em trajes santos” (I Crônicas 16.29). Nisto, logo depois do rompimento da aliança da “uma só carne” do gênesis, Adão e Eva, Deus atua profeticamente sobre eles anunciando desde daí a crucificação do Unigênito, que traria redenção à humanidade e, para a glória de Deus Pai e a permanência do Seu Espírito, a ressurreição do Primogênito.

     O próprio Deus faz exalar a angústia. O próprio Deus propaga desde o início a toda Sua criação o brado do Seu Filho, do Amaldiçoado. De uma só vez, através da traição do homem formado como a imagem e semelhança de Deus, todo o Universo vê a disseminação do veneno da serpente no sangue do homem, que gerou o pecado, a palavra contra Deus, a ofensa a Sua santidade e a prova do desamor da criatura para com o Pai.

     Portanto, foi às vestimentas de peles o ato profético para a geração dos trajes santos dados à luz por Jesus, que sofreu a plenitude das dores de parto, o qual encarnou a angústia de Deus para purificar todo o rastro de pecado desde Adão até o último recém-nascido no tempo presente.

Em YHWH, para Sua glória,

Lucas P.

Anúncios