Diga-me: Até quando, ó servo inútil?

     Ouvimos tantas pregações seja nas congregações, nos vídeos expostos na internet, DVDs, CDs, porém a estabilidade e a profundidade da nossa velha e soberba raiz perpetua intacta. Observe: há tantos movimentos; não digo de modismos nem sofismas, pois desse argumento, que fora tão banalizado, já está até na boca imatura dos que os propaga. Movimento: processo de mudança ou alteração das relações internas ou externas de um sistema. Movimentos que atravessam pelos sistemas eclesiásticos, as congregações; se manifestam por meio de outros que o tem em si; profetas que profetizaram e deste muitos deturpam a finalidade da palavra profética: tornam-na um dogma. Mas detenho-me aqui e deixo uma pergunta a você: em qual movimento você está ou qual é o movimento que você tem se envolvido ou até mesmo feito outros se envolverem? 

     A raiz amarga e cauterizada pela iniqüidade do nosso ventre espiritual precisa urgentemente ser arrancada, afim de não deixar um sequer resquício. Que dia será que atentaremos para a nossa vida que está como um sepulcro caiado? Acho que será quando o Messias voltar para resgatar só os Seus e você perceber que você ficou; coitado de você; quantas oportunidades para se mover, pela graça, no amor, na santidade, na fé, nas boas obras aprovadas, e nada você fez, pois estava exaurido, ou seja, esgotado. Ou até mesmo quando estivermos, no grande dia, na corte do Rei dos reis para o banquete real e você notar que é o convidado e não a própria noiva do Noivo, Jesus. Satisfeito você estará, mas se lembrará muito bem dos clamores contínuos, quando ainda na Terra, dizendo: “Eu sou do Amado e Ele é meu”; e agora? O Amado é seu, mas será que você é d’Ele?

     Você tem uma vida tão cheia de primores de “caridades” recheadas de altivez e deturpação do princípio de se fazer o bem ao próximo, uma vida “sugada”, com toda a vitalidade arrebatada, uma vida espiritualmente exausta, com pensamentos cínicos e negativos, uma vida amargurada, ressentida, como se Deus estivesse longe demais, isto é, uma vida queimada espiritualmente. E o inferno? Caem em gargalhadas nesta sua novela cômica da vida.

     Mas aqui está o Apóstolo Paulo para salientar, que nosso temor humano é preciso para que possamos estar ininterruptamente explicitando a virtude de Cristo Jesus em nós: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (II Coríntios 4.7). Sobre tal Malcom Smith adverte: “(…) Quando sofremos pressão, se não estivermos conscientes do perigo, fica fácil perder de vista a graça de Deus. Podemos tornar-nos desorientados, e cairmos na armadilha de tentar aurir forças de nós mesmos; mas já estamos operando em vermelho, a caminho da bancarrota [falência]!” Com veemência credito essa afirmação. O promotor da glória está na pressão da vivência.

     Caia em si mesmo, receba a Luz advinda do Sol da Justiça, Cristo Jesus, para esclarecer as escórias da sua raiz, entre em guerra, se ponha ante o Trono da graça e sossegue na Verdade, a qual promoverá em você o movimento da renovação e preenchimento do que fora definhado em seu ser. Veja a sua desgraça, emende os seus caminhos, seja agraciado na morte de si mesmo e ressuscite, viva, viva, viva, ó filho do homem!

Em YHWH, para Sua glória,

Lucas P.

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