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      É necessário que deixemo-nos ser conhecidos pelo Espírito Santo de Deus. A Sua manifestação é fluente; para percebê-Lo nos basta o essencial: disponibilidade, sensibilidade e intimidade. E você neste momento diz consigo mesmo: “Mas eu tenho estes três elementos, porque eu tenho o Espírito Santo dentro de mim”. Tem certeza? Então me mostra sua identidade.

      Identidade: conjunto de informações que admitem saber quem é uma pessoa. Jesus se preocupava como a aparência da Sua identidade estava se expandindo, como por exemplo, na Cesaréia de Filipe onde Jesus “interrogou os Seus discípulos: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? (…) Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias, ou um dos profetas” (Mateus 16.13,14). Jesus recebeu autoridade, pois Ele era responsável por Sua ambição. Ambição por alargar o Reino de Deus, o qual consistia em Si mesmo.

       Jesus aproveitando a ocasião indagou aos discípulos: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” (Mateus 16.15). Jesus estava buscando nos Seus discípulos a confissão íntima de cada um. E Pedro, sem se hesitar, confessou quem é Jesus; e assim revelou a si mesmo a Cristo. Era a única chance de Pedro proclamar, reconhecer, decodificar e escancarar-se na identificação de quem era o seu Mestre.

       Simão Pedro estava à beira de se encontrar no Reino. A sua identificação de imediato foi confirmada e aprovada pelo Mestre: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mateus 16.16). Pedro recebeu o seu ofício no Reino de Deus, em Jesus. Ele recebeu discernimento espiritual e o Amado professou, que “não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai que está nos céus” (Mateus 16.17). Pedro, na unção de ousadia, disponibilizou-se ao Pai em meio aos seus amigos, os outros discípulos. Não se intimidou, e assim revelou a pessoa de Jesus Cristo.

       Os outros discípulos não tiveram a sensibilidade de conhecerem a paternidade divina. Pedro sensibilizou-se; tanto que logo depois da sua apreciação Jesus lhe respondeu: “E também eu te digo que tu és Pedro (…)” (Mateus 16.18). Neste momento dou gargalhadas de tanta revelação. Ah… Pedro foi privilegiado! Preste atenção: Primeiramente Jesus deu oportunidade a todos os seus discípulos para estes O reconhecerem. Todos, imaginando a situação, perguntavam a si mesmo o porquê Jesus fez essa indagação a eles já que eles eram seus discípulos, conseqüentemente O conheciam, pensavam eles. Pedro, numa batalha na mente para tomar a decisão dentro da sua disponibilidade de entregar-se a revelação divina, não duvidou, e ultrapassando os limites ateou “as chaves do Reino dos céus (…)” (Mateus 16.19).

       “Então ordenou aos Seus discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Cristo” (Mateus 16.20). Simão Pedro revelou e os outros ao seu lado queriam imitá-lo. Eles não receberam revelação alguma. Eles não tinham intimidade. Quem é você: Igual a Pedro, o qual se disponibilizou ao Pai, se sensibilizou segundo o solo do seu íntimo fertilizado pelo quebrantamento e manifestou intimidade na confissão da revelação de quem é Cristo ou você é idêntico aos outros discípulos, os quais menosprezaram a oportunidade que Jesus deu a eles, e permaneceram enrijecidos intimamente e espiritualmente, e ainda queriam roubar em hipocrisia espiritual o beneplácito particular que Cristo deu a Pedro, assim aproveitando da revelação pessoal que Pedro, pessoalmente, tivera de Cristo?

       Que Jesus é esse que você diz ser Salvador? Ele por acaso o conhece? E mais ainda, será que você O conhece? Para conquistar e se oficializar no Reino é preciso de identidade.

       Afinal, você tem a identidade?

      Em YHWH, para Sua glória,

      Lucas P.

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