Entendamos, primeiramente, o que nos diz o verbo transitivo louvar, que se origina do latim laudare:

– elogiar;

– enaltecer;

– exaltar;

– glorificação;

– aprovar;

O louvor é dirigido, quando em nossa congregação, pelo líder do ministério de louvor. Estamos sujeitos a ministração do Espírito Santo a nós por intermédio da expressão musical conduzida pelo regente das músicas cantadas. Mas tenhamos um olhar amadurecido: toda a música que ouvimos, sendo nós levados ao encontro da presença de Deus, está intermediada (no sentido de canal) pelos instrumentistas e cantores. O instrumento de Deus é a disponibilidade e o núcleo do coração daquele que é vaso de honra na casa do Senhor.

Aquele a quem louvo está, se assim com autenticidade, no centro das minhas atenções. O amadurecimento da vivência da adoração está coligado ao processo inacabável da encarnação do louvor.

Pergunto: Qual é o seu objeto de louvor? Temos que redefinir aquele a quem nos entornamos em confissão de enaltecimento.

É preciso haver vida, que encarne, que traduza o louvor em gesto. O Rev. Caio Fábio nos afirma: “Sem três perspectivas – a cósmica, a histórica e existencial – não há um Deus a quem dirijo meu louvor com amplidão e significado” (Caio Fábio. No Divã de Deus – Vol. II, p. 129VINDE, filiada à AEVB e à ABEC. ).

Davi salmodiava ao Senhor: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver” (Sl. 146.2). Se a vida exercida não for louvor certamente nenhuma apreciação se prestará a Deus na face externa da vida. Davi, em sua sensibilidade e inspiração divina, diz que em seus lábios haverá “louvores ao meu Deus enquanto viver”. Traz-nos esta afirmação referência ao Reino de Deus, que quando existente está manifesto no interior daquele de quem o busca; este se segue de um processo vital e não é como a salvação, que é dada pela graça. Ele, Davi, nos diz que enquanto viver habitará, durará o amor de Deus no seu coração, que traz reciprocidade quando verdadeiramente se entrega louvores ao Senhor.

Responda-se a si mesmo: Qual é a realidade, qual demonstração, coisas, fatos, que traduzem a perspectiva do louvor a Deus na minha existência?

Devemos ancorar, se assim ansiamos louvar ao Criador, toda nossa essência na convicção de que n’Ele, para Ele especificamos nosso encarnado louvor.

 

 

Por amor ao Reino,

Lucas P.

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