- Pronunciado pelo Ap. Rony Chaves

 

     1. O evangelismo profético será levantado com muita força:

     O ano de 2010 se caracterizará por uma Nova Onda de evangelização, que se levantará em todo continente Americano. Outra vez Deus levantará os Seus evangelistas com grande poder. Ele preparará que Sua Igreja saia de suas quatro paredes para ganhar os perdidos para Jesus. A diferença de outras épocas é que os sinais proféticos serão muitos e mui evidentes.

     2. Início de um Novo Ciclo de missões latino-americanas:

      Com um amadurecimento rápido a Igreja da América Latina tomará consciência de seu papel estratégico e emergente no plano “missiológico” de Deus para o tempo do fim. Latino-americanos serão preparados e enviados em grande quantidade nos próximos meses para a Europa, aos países árabes, a Israel e as regiões da Ásia. Muitas congregações serão plantadas nestes lugares.

 

     3. O ano de 2010 será o estabelecimento de uma Nova Geração:

     Esta nova geração está pronta para substituir uma liderança ultrapassada sem visão e permissiva. Serão levantados os políticos jovens de grande visão nacional – social – e os novos e conquistadores ministros do Evangelho. Eles trarão uma grande transformação as nossas nações.

     4. Onda de calúnias e difamações contra os ministros de Deus: 

          A Igreja receberá, como no final da década passada, uma onda de calúnias e difamações contra seus ministros mais usados no tempo presente. Uma grande cadeia de intercessão por eles deve ser levantada. A Igreja no mundo deve anular com seus decretos toda palavra lançada contra os servos de Deus.

     5. O despertar da consciência social da Igreja: 

      O ano de 2010 será o ano de despertar os ministérios do Senhor chamados a trabalhar na área social. O Espírito de Deus iniciará um ciclo de testemunhos para a sociedade sobre o amor de Jesus pelos perdidos. Este maravilhoso testificar do Senhor se fará através de uma grande obra de demonstração de trabalho social com as pessoas necessitadas. Em 2010 a Igreja despertará e assumirá seu papel para demonstrar o Reino de Deus com seu trabalho social.

     6. Uma Onda Maior do Sobrenatural envolverá  a Igreja em 2010:

     Virá um poderoso rio de águas do Espírito Santo para encher a América. Estas águas são de SOBRENATURALIDADE. Diversas crises envolveram a terra e haverá necessidade de muitos milagres para resolver diversos problemas de família e cidades. Deus dará a Seu povo as estratégias para sair de cada crise e para prosperar milagrosamente no meio  da derrota daqueles que não confiam no Senhor. Aleluia!

 7. Os dias de Noé virão:

     Como aconteceu nos dias de Noé o mundo se “sodomizará”. Cada vez mais se fará sentir a força de grupos de homossexuais (pederastas e lésbicas) para que as sociedades atuais aceitem como normal e como um direito da humanidade suas inclinações sexuais. Mesmo que o mundo aceite Deus já definiu Sua posiçã: homossexualidade é pecado. Devemos orar muito pelo arrependimento destes grupos e por suas conversões a Jesus. Muitos deles serão salvos por Deus e testificarão o amor de Jesus por eles.

     8. Em 2010 o profético se elevará tremendamente:

     Nos anos deste novo milênio temos visto Deus encher cada vez mais nossas nações com um fluir profético mais intenso ativando dons e habilidades proféticas nos crentes de maneira inusual; e neste ano de 2010 teremos uma inundação do Rio Profético de Deus. As águas subirão de nível extraordinariamente.

     09. Em 2010 será o início de “Anos para Honrar”:

     Deus nos dará a grande oportunidade de honrar homens e mulheres conhecidos pelo seu trabalho a serviço e ministério ao Senhor. Homens e mulheres com excelente trajetória serão reconhecidos neste ano por seu trabalho para outras gerações. 2010 será tempo de honrar.

     10. 2010  – Ano de novas etapas e novas dimensões ministeriais:

     2010 será um ano no qual Deus levará muitos a novas etapas e ascensões em seus chamados. Muitos ministros serão introduzidos a novas dimensões do fluir do Espírito; eles experimentarão coisas que têm sonhado no relacionamento com Deus e que nunca antes haviam podido viver. Prepare-se para viver  momentos extraordinários do poder divino e Seus milagres.

     11. A Palavra pós–crise fará tremer as nações:

     O termo  pós-crise fará tremer os economistas e empresários das nações, porém será um grande sinal para o mundo empresarial cristão. Deus fará prosperar em meio da pós-crise os seus empresários dando-lhes estratégias financeiras avançadas para propiciar uma grande transferência de riqueza às mãos dos justos; aqueles que honram ao Senhor com seus dízimos, ofertas e primícias. Quando ouvires o som da expressão pós-crise alegre-se; tua benção está a caminho.

    12. 2010  Será um tempo de posicionamento e autoridade:

     O Espírito Santo tem falado por anos de Sua obra entre políticos e profissionais cristãos na América para preparar o caminho a muitos preparando lugares de autoridade no campo da política, economia, ciência e artes. Esse tempo se inicia com grande aceleração a partir de 2010. Veremos grandes mudanças ocorrerem em nossos países; e surgirá uma geração jovem para ir tomando a direção de nossas sociedades. Muitos políticos corruptos serão arrancados do caminho por Deus.

  13. O ano de 2010 será o ano do Espírito Santo:

     Na verdade cada ano é um ano do Espírito, porém com esta afirmação queremos realçar que Deus dará testemunho por Seu Espírito este ano e de Seus ministros genuínos. Muitos deles entrarão na plenitude ministerial. Deus os honrará preparando seu grande crescimento, seu reconhecimento, sua provisão sobrenatural e os levará ao cumprimento de sua visão pessoal. Os falsos ministros e os antagonistas e perseguidores dos verdadeiros servos de Deus serão mostrados e verão a disciplina do Senhor por seus atrevimentos contra a Casa de Deus e Seus ungidos. Será um tempo de bênçãos para uns e tempo de juízo para outros.

  14. A grande nuvem da glória de Deus se concentrará na América Latina:

     Com maior força e expansão a glória do Senhor se assentará sobre nossas nações do que nos anos anteriores. O cheiro de avivamento se perceberá no meio da diversidade de situações econômicas e políticas de nossos países. O cenário profético já está posto e nada o atrasará nem o anulará.

Inicia o ciclo de avivamento mais poderoso de nossa história. Alegremo-nos, a hora de nossa visitação é chegada.

     15. É ativado o Espírito de oração, jejum e intercessão profética:

     A densidade da nuvem de Deus sobre a América Latina ativará outra vez a oração e o jejum em nossos povos. Os apóstolos e profetas voltarão a tocar a trombeta chamando a guerra espiritual estratégica para libertação e bênção de nossos territórios. Afina bem seus ouvidos para que ouça o chamado.

 

     16.  2010 é o ano para a guerra dos altares:

     A adoração será levada a um altíssimo nível; isto derrubará influências de ocultismo em nossas cidades. Nossos lugares serão lugares chaves para exaltar a Jesus e trazer liberdade aos seus bairros e cidades. Literalmente levaremos os adoradores de Jesus a uma guerra espiritual contra as hostes demoníacas que amarram nossos povos. A adoração será nossa proteção e nossa maior arma de batalha. Deus virá a nosso favor.

     17. Um ano de muitos sinais na terra e nos céus:

     Um grande abalo trará mudanças inesperadas nos governos e governantes; principalmente em Israel; e Deus dará muitos sinais nos céus e na terra, que anunciarão seu pronto retorno em glória.

     18.  Ano de aceleração e cumprimentos:

     Deus já deu a ordem aos Seus anjos de acelerar processos e eventos para que Suas visões e Suas profecias dadas a Seu povo se cumpram mais rapidamente do que o usual. Prepare-se para ser surpreendido por milagres de Deus a cada manhã. Este ano será de grande colheita para os adoradores e semeadores fiéis do Senhor.

 

19. Ano para subir o cenário Profético:

     Há anos profetas, apóstolos e demais ministérios tem preparado o “cenário profético” para uma nova geração. Deus tem para crianças e jovens deste tempo um plano extraordinário; os encherá com dupla porção de Seu Espírito profético para impactar e transformar cidades e nações. Este é seu tempo para subir o “cenário Profético” do Senhor.

 

  1. 1.    Como se originaram as comemorações natalinas

 

     Uma das coisas a se observar no Novo Testamento é que nem os apóstolos, nem a Igreja primitiva e nem o próprio Jesus deram qualquer ênfase ao Seu nascimento. Na verdade não vemos esse tipo de comemoração em qualquer lugar das Escrituras exceto no caso de pagãos, como os Faraós e Herodes, pessoas sem compromisso com Deus, ou seja, pagãos.

     A comemoração do nascimento de Jesus foi introduzida no século IV a partir de Constantino e estabelecida oficialmente na Igreja a partir do século V. Isso porque o costume não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas Sua morte. Veja a Enciclopédia Americana, edição 1944: O Natal, de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do Cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo, mas sua morte – a comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte.
     A mesma afirmativa encontramos na Enciclopédia Britânica, edição de 1946, que afirma ainda que o Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja (…) Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo.

     A Enciclopédia Católica, em sua edição de 1911, afirma que a festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja (…) os primeiros indícios dela são provenientes do Egito (…) os costumes pagãos relacionados ao início do ano se concentram na festa do Natal.

     Vale aqui ressaltar então que pelo menos nos primeiros trezentos (300) anos a Igreja não celebrou o Natal. Isso é mais da metade da idade do Brasil. É quase uma vez e meia o tempo em que o Brasil se tornou independente de Portugal. Em todo esse tempo os cristãos não viram qualquer necessidade nem ensino que os levasse à celebração do Natal.

    2.  Jesus não nasceu em 25 de Dezembro

     Esdras 10 nos mostra que, por ocasião do mês nono (para nós, Novembro – para eles, Chisleu), todo o povo se congregou para confessar seus pecados e buscar o perdão e o favor divino (v.10-13). Era tempo de grandes chuvas e por isso os homens tremiam muito. Cantares 2:11 fala que esse mesmo tempo era de muito frio. Isso nos mostra (e o conhecimento do clima de Israel ainda hoje), que a partir de meados de Outubro, até o início do ano seguinte, é tempo de chuvas e de muito frio, sendo que em alguns lugares chega a gear devido às baixas temperaturas.

     Lucas 2:8 nos afirma que quando Jesus nasceu (…) havia naquela mesma região, pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. Ora, isso jamais poderia ter acontecido em Dezembro, nem mesmo após 15 de Outubro.

     Durante a época da Páscoa (começo da primavera) era costume dos judeus daqueles dias levarem ovelhas aos campos e desertos, e recolhe-las ao começo das primeiras chuvas. Isso é afirmado por Adam Clarke no vol. 5 de seu Comentary, edição de New York. Afirma ainda que os pastores cuidassem dos seus rebanhos dia e noite, durante todo o tempo que permaneciam fora.

      As primeiras chuvas começavam nos meses de Outubro ou Novembro (do nosso calendário). Vimos que as ovelhas estavam nos campos, e como os pastores, portanto, ainda não haviam recolhido seus rebanhos, é de concluir que Outubro (do nosso calendário) ainda sequer havia começado.

    3. A verdadeira origem do Natal

     A Enciclopédia de Conhecimentos Religiosos, de Schaff-herzog, explica que não se pode determinar com precisão até que ponto a data da festividade natalina dependia da brunária pagã (25 de dezembro), que seguia a saturnália (17 a 24 de dezembro) celebrando o dia mais curto do ano e o ‘Novo Sol’(…) as festividades pagãs, saturnália e brunária, estavam ademais, profundamente arraigadas nos costumes populares para serem abandonadas pela influência cristã. É interessante observar, no entanto, que pregadores cristãos, tanto do Oriente quanto do Ocidente, protestavam contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo ao mesmo tempo em que os cristãos da Mesopotâmia acusavam os irmãos Ocidentais de idolatria e de culto ao Sol por aceitarem como cristã uma festividade pagã.

     O fundo histórico disso tudo é a época da suposta conversão de Constantino. Até ali a Igreja Cristã tinha sido perseguida utilizando-se os meios mais atrozes na busca de acabar com o cristianismo. Mas como mostra Justo Gonzalez, na coleção Uma História Ilustrada do Cristianismo, quanto mais era perseguida mais a Igreja crescia e o martírio dos cristãos era uma mensagem poderosa, quando muitos iam para a morte cantando e louvando o Senhor por serem achados dignos de morrer pelo Seu nome.

     Nesse contexto, Constantino assume o Império Romano e começa uma aproximação sutil e até hoje suspeita. Os resultados da conversão do imperador foram e são até hoje tão malignos que leva-nos a supor muito mais em um plano muito bem arquitetado por satanás, a fim de minar as bases do plano de Deus de alcançar o mundo com a mensagem de Cristo.

     Assim, quando Constantino assumiu, declarou todo o império cristão, abriu as portas para a entrada e permanência das heresias; algumas das quais vemos até hoje. A partir daí todos os que simplesmente nasciam dentro dos limites do império se tornavam automaticamente cristãos. Já não era mais necessário fé, novo nascimento, vida de santidade.

     Devemos nos lembrar que o mundo de então era profundamente paganizado. E quando Constantino fez sua declaração de fé cristã colocou o cristianismo em pé de igualdade com o paganismo. E os pagãos, que por decreto haviam tornado-se cristãos, continuavam com seus costumes pagãos. Em 25 de dezembro continuou a ser a maior das festividades idólatras, pois celebrava o deus sol.

     Através de pesquisas descobrimos que através do maniqueísmo pagão se identificava o Filho de Deus como o Sol físico. Assim, com a conversão em massa ao cristianismo, via decreto do imperador, o pretexto necessário apareceu e a festa de 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol) passou a ser considerada também dia do nascimento do Filho de Deus.

     A mesma Enciclopédia Americana já citada também afirma que em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V, a Igreja oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao deus-Sol

     A Enciclopédia Britânica afirma que a partir de 354, alguns latinos, possivelmente, transferiram o dia da festividade, de 06 de janeiro para 25 de dezembro, quando se realizava uma festa mitraísta ou nascimento do Sol Invicto… Os sírios e os armênios, que se prenderam a data de 06 de janeiro, acusavam os romanos de idólatras e adoradores do Sol, alegando (…) que a festa de 25 de dezembro tinha sido inventada pelos discípulos de Corinto.

    4. A história maligna do Natal

     A origem maligna da celebração de 25 de dezembro teve origem na antiga Babilônia, de Ninrode, de época imediatamente posterior ao dilúvio. Gênesis 10:8-12 nos fala deste personagem, que também é citado na história e tradições dos povos mais antigos.

     Sendo filho de Cuxe, neto de Cão e bisneto de Noé, Ninrode foi o verdadeiro fundador do sistema babilônico que até hoje domina o mundo – o sistema de competição organizado – de impérios e governos pelo homem baseado no sistema econômico de competição e de lucro. Ninrode construiu a torre de Babel, a Babilônia primitiva, a antiga Nínive e muitas outras cidades. Lê organizou o primeiro reino deste mundo. E o significado de seu nome bem descreve o que criou – Ninrode deriva de Marad, que significa ele se rebelou, rebelde.

     Sabe-se bastante através de muitos escritos antigos que falam a respeito deste indivíduo que se afastou de Deus. O homem que começou a grande apostasia profana e bem organizada, que tem dominado o mundo até hoje.

     Consta que Ninrode era tão perverso que se casou com sua própria mãe, cujo nome era Semíramis. Depois da sua morte prematura sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida.

     Todo ano no dia do seu aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore sempre viva e deixava presentes nela. O dia do aniversário de Ninrode era 25 de dezembro.

     Conforme a lenda foi tomando vulto Semíramis foi ganhando força de um verdadeiro endeusamento, o que a levou a ser chamada de “Rainha dos Céus” dos babilônicos. Daí vemos mais uma das formas de manifestação maligna de satanás com as quais tem iludido as nações. Se em Babilônia era Semíramis, em Éfeso era Diana, no Egito era Isis, e no Brasil sabemos quem é.

     Já Ninrode passou a ser adorado como um verdadeiro messias, filho de Baal,  o deus-Sol. Nesse falso sistema babilônico a mãe e a criança ou a Virgem e o menino (isto é, Semíramis e Ninrode redivivo) transformaram-se em objetos principais de adoração. Essa adoração da Virgem e o Menino se espalharam pelo mundo afora. Portanto, nos séculos IV e V, quando centenas de milhares de pagãos do mundo romano eram legalisticamente introduzidos no Cristianismo, levaram consigo as antigas crenças e costumes sob o manto de nomes cristãos. Assim popularizou-se também a idéia da Virgem e o Menino especialmente durante a época do natal.

    5.  Outros costumes pagãos absorvidos pelo cristianismo

- Papai Noel 

     Já vimos que a figura do Papai Noel, como sendo aquele que vem sorrateiramente à noite trazer presentes na celebração do aniversário, nada mais é do que uma ilustração sentimentalizada de Ninrode, o filho prematuramente morto de Semíramis, que voltava sempre por ocasião da celebração de seu aniversário – 25 de Dezembro – para ali deixar presentes ao pé do pinheirinho.

      A Enciclopédia Britânica, vol 19, 11ªa, edição inglesa, informa que: o nome Papai Noel é, ainda, uma corruptela do nome São Nicolau um bispo romano que viveu no Século V, e atesta que São Nicolau, bispo de Mira, um santo venerado pelos gregos e latinos no dia 06 de Dezembro.

A lenda de sua dádiva oferecida às escondidas, de dotes, às três filhas de um cidadão empobrecido, diz ter originado o costume de dar presentes às escondidas no dia de São Nicolau (06 de dezembro) o que mais tarde foi transferido para o dia 25 de dezembro.

     Diante do exposto, vemos que a estória de São Nicolau na verdade é uma forma de dar sentido cristão a um costume totalmente pagão.

 

- Árvore de Natal

     Como abordado anteriormente à questão do uso da árvore de natal tem suas raízes no paganismo babilônico. E ainda alguns alegam que nada tem de mal possuir e armar em casa uma árvore de natal. No entanto, precisamos estar atentos para o fato de que as idéias referentes a árvores sagradas são muito antigas. Entre os druidas, por exemplo, o carvalho era sagrado; entre os egípcios as palmeiras; em Roma, era o abeto. O deus escandinavo Odin era crido como um que dava presentes especiais na época de natal a todos os que se aproximavam de seu abeto sagrado.

     Sabemos que as pessoas, na sua maioria, não adoram árvores. Contudo, vemos claramente que adquiriram a idéia gentílica por ignorância. No entanto, mudam-se os nomes, vestem-se novas roupagens, mas o paganismo continua a ser o mesmo. É a velha história: chame uma lebre de leão, mas ela não deixará de ser uma lebre. Veja o que diz Jeremias 10:2-4.

 

- Troca de presentes no Natal

     Normalmente o clímax da celebração do Natal é o momento em que as pessoas podem se cumprimentar e trocar presentes entre si. Mas observar o que a história diz revela as origens nada bíblicas de tal costume.

     Na Biblioteca Sacra, vol. 12, encontramos que a troca de presentes entre amigos é característica tanto do natal quanto da saturnália e possivelmente foi adotada pelos cristãos.

     Leia Mateus 2:1-11. Mesmo o argumento comum de que a troca de presentes tem a ver com a ação dos magos que levaram presentes a Jesus cai por terra diante de uma análise mesmo superficial do texto.

     Os magos ao chegarem junto a Jesus lhe ofertaram ouro, incenso e mirra. Primeiramente eles haviam procurado por Jesus, tinham inquirido sobre onde ele teria nascido. Agora observe o texto e veja:

1. As dádivas foram oferecidas a Cristo – em momento algum eles trocaram presentes entre si;

2. Inquiriram pelo menino Jesus nascido Rei dos Judeus – não estavam levando presentes pelo nascimento de Jesus, pois chegaram muitos dias depois, mas na verdade estavam fazendo algo que era costume, (e ainda continua hoje) ou seja, não podiam ir à presença de um rei sem levar presentes significativos.

     Adam Clarke, em seu Commentary, ao vol. 5, afirma que os povos do Oriente nunca chegam à presença de reis ou de grandes personagens sem um presente nas mãos. O costume é freqüentemente encontrado no Velho Testamento e ainda hoje está em vigor. Assim sendo, os magos não estavam instituindo um novo sistema cristão de permutas de ofertas. Na verdade agiam de acordo com antigo costume oriental de levar ofertas ao apresentar-se diante de um rei. Um exemplo disso foi à rainha de Sabá que levou presentes a Salomão.

     Alguns textos de alerta sobre a absorção de costumes pagãos levam-nos a repensar nossos atos. Veja por exemplo Deuteronômio 12:1-2, 30-32.

     Hoje, além desta raiz pagã, há ainda a forte influência econômica. Natal é a época de muita propaganda e marketing para venda.

É um tempo em que o deus mamom domina e leva inclusive muitos cristãos a desonrarem seu compromisso com a obra de Cristo.

    Ficam tão preocupados em seguir o costume pagão, são tão enredados pelos desejos gerados por mamom de ter, ter e ter mais, que ao invés de investirem no Reino de Deus, investem em si mesmos com presentes supérfluos não raramente criando dívidas e compromissos que ocuparão sua mente nos próximos meses. Daí pra frente é “esperar equilibrar as finanças para, se possível, voltar a investir no Reino de Deus”.

     Lembre-se sempre que quando satanás estabelece seus pactos das trevas sempre busca formas disfarçadas de renovar essas alianças. É assim com as procissões, com os rituais de despachos nas encruzilhadas e inclusive com a participação de crentes em celebrações ao deus-Sol no 25 de dezembro com todas as suas nuances e implicações – incluindo aqui a troca de presentes.

     Vale à pena aqui ler Apocalipse 18. Fala da Babilônia de Ninrode que ainda hoje domina o mundo e tem se infiltrado nas Igrejas cristãs de forma sutil.

    6. Quando então Jesus nasceu?

    Sim, podemos através de alguns detalhes bíblicos situar cronologicamente o nascimento de Jesus e verificar que o Seu nascimento foi o cumprimento de uma das mais importantes festas do Velho Testamento – a Festa dos Tabernáculos.

     Jesus Cristo nasceu na festa dos Tabernáculos, que acontecia a cada ano no final do 7º mês (Etenin) do calendário judaico, que corresponde ao mês de Setembro do nosso calendário. A festa dos Tabernáculos ou das Cabanas, significava Deus habitando com seu povo. Foi instituída por Deus como memorial para que o povo de Israel se lembrasse dos dias de peregrinação pelo deserto em que o Senhor habitou num tabernáculo no meio do seu povo (Levítico 23:39-44; Neemias 8:13-18).

    No Evangelho de João capítulo 1, vers. 14 vemos: Cristo (…) habitou entre nós. Esta palavra em grego é skenoo ou tabernaculou; isto é, a Festa dos Tabernáculos cumprindo-se em Jesus Cristo, o Emanuel (Isaías 7:14) que significa Deus Conosco. Em Cristo não se cumpriu somente a Festa dos Tabernáculos, mas também a festa da Páscoa na Sua morte (Mateus 26:2; I Co. 5:7) e a festa do Pentecostes quando enviou o Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:1).

     Vejamos nas escrituras alguns detalhes que nos ajudarão a situar cronologicamente o nascimento de Jesus:

     Os levitas eram divididos em 24 turnos e cada turno ministrava por 15 dias.

(I Cr. 24:1-19; 24 – turnos X 15 dias = 360 dias ou 1 ano). O oitavo turno pertencia a Abias (I Cr. 24:10). O primeiro turno iniciava-se com o primeiro mês do ano judaico (mês de Abíbi – Êxodo 12:1-2; Deuteronômios 16:1; Êxodo 13:4).

     Comecemos por Zacarias, pai de João Batista. Ele era sacerdote e ministrava no templo durante o turno de Abias (Lucas 1:5,8,9). Terminado o seu turno voltou para casa e, conforme a promessa que Deus lhe fez, sua esposa Isabel, que era estéril, concebeu João Batista (Lucas 1:23-24). Portanto João Batista foi gerado no fim do mês Tamuz ou início do mês Abe.

     Agora um dado muito importante: Jesus foi concebido seis meses depois (Lucas 1:24-38). Portanto Jesus foi concebido no fim de Tebete ou início de Sebate. Visto estes detalhes nas Escrituras chegamos à conclusão que João Batista foi gerado no fim de Junho ou inicio de Julho quando Zacarias voltou para casa após seu serviço no templo. Jesus foi concebido seis meses depois no fim de Dezembro ou início de Janeiro. Ele não nasceu em Dezembro como diz a tradição, mas foi gerado neste mês. Nove meses depois, no final do sétimo mês (Etenim), Setembro no nosso calendário, quando os judeus comemoravam a festa dos Tabernáculos, Deus veio habitar com Seu povo. Nasceu Jesus! Deus tabernaculou com seu povo. Nasceu o Emanuel. Deus habitando conosco.

Pesquisa e elaboração: Pr. Edson Valentim de Freitas Filho

Fonte: http://kolshofar.wordpress.com/

Correção: Lucas P.

 

Diga-me: Até quando, ó servo inútil?

 

     Ouvimos tantas pregações seja nas congregações, nos vídeos expostos na internet, DVDs, CDs, porém a estabilidade e a profundidade da nossa velha e soberba raiz perpetua intacta. Observe: há tantos movimentos; não digo de modismos nem sofismas, pois desse argumento, que fora tão banalizado, já está até na boca imatura dos que os propaga. Movimento: processo de mudança ou alteração das relações internas ou externas de um sistema. Movimentos que atravessam pelos sistemas eclesiásticos, as congregações; se manifestam por meio de outros que o tem em si; profetas que profetizaram e deste muitos deturpam a finalidade da palavra profética: tornam-na um dogma. Mas detenho-me aqui e deixo uma pergunta a você: em qual movimento você está ou qual é o movimento que você tem se envolvido ou até mesmo feito outros se envolverem? 

     A raiz amarga e cauterizada pela iniqüidade do nosso ventre espiritual precisa urgentemente ser arrancada, afim de não deixar um sequer resquício. Que dia será que atentaremos para a nossa vida que está como um sepulcro caiado? Acho que será quando o Messias voltar para resgatar só os Seus e você perceber que você ficou; coitado de você; quantas oportunidades para se mover, pela graça, no amor, na santidade, na fé, nas boas obras aprovadas, e nada você fez, pois estava exaurido, ou seja, esgotado. Ou até mesmo quando estivermos, no grande dia, na corte do Rei dos reis para o banquete real e você notar que é o convidado e não a própria noiva do Noivo, Jesus. Satisfeito você estará, mas se lembrará muito bem dos clamores contínuos, quando ainda na Terra, dizendo: “Eu sou do Amado e Ele é meu”; e agora? O Amado é seu, mas será que você é d’Ele?

     Você tem uma vida tão cheia de primores de “caridades” recheadas de altivez e deturpação do princípio de se fazer o bem ao próximo, uma vida “sugada”, com toda a vitalidade arrebatada, uma vida espiritualmente exausta, com pensamentos cínicos e negativos, uma vida amargurada, ressentida, como se Deus estivesse longe demais, isto é, uma vida queimada espiritualmente. E o inferno? Caem em gargalhadas nesta sua novela cômica da vida.

     Mas aqui está o Apóstolo Paulo para salientar, que nosso temor humano é preciso para que possamos estar ininterruptamente explicitando a virtude de Cristo Jesus em nós: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós” (II Coríntios 4.7). Sobre tal Malcom Smith adverte: “(…) Quando sofremos pressão, se não estivermos conscientes do perigo, fica fácil perder de vista a graça de Deus. Podemos tornar-nos desorientados, e cairmos na armadilha de tentar aurir forças de nós mesmos; mas já estamos operando em vermelho, a caminho da bancarrota [falência]!” Com veemência credito essa afirmação. O promotor da glória está na pressão da vivência.

     Caia em si mesmo, receba a Luz advinda do Sol da Justiça, Cristo Jesus, para esclarecer as escórias da sua raiz, entre em guerra, se ponha ante o Trono da graça e sossegue na Verdade, a qual promoverá em você o movimento da renovação e preenchimento do que fora definhado em seu ser. Veja a sua desgraça, emende os seus caminhos, seja agraciado na morte de si mesmo e ressuscite, viva, viva, viva, ó filho do homem!

 

 

Em YHWH, para Sua glória,

 

Lucas P.